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Artigo - 5 de julho de 2017 - 05:55

Artigo

Se essa rua fosse minha

 

Hoje em dia, quando se fala em saúde pública, qual é a primeira coisa que vem a sua cabeça? As gigantescas filas de espera para cirurgias em hospitais públicos? A agoniante demora para receber atendimento, também nos hospitais públicos? A incessante dúvida se você conseguirá uma ficha para consulta se sair de casa às seis da manhã para entrar na fila? Além destes, com certeza vários outros pontos são lembrados pelos brasileiros quando o assunto é saúde pública. Mas, e os animais que perambulam pelas ruas, não são questão de saúde pública?

Embora não sejam tratados dessa forma na maioria dos locais, a questão dos animais abandonados que vivem soltos pelas ruas de diversas cidades também é uma questão de saúde pública. Sim, pois eles transmitem doenças e também ficam doentes. Além do mais, a chance destes animais contraírem algum tipo de doença aumenta significativamente quando estão na rua, sem nenhum tipo de cuidado.

Vale lembrar que, além do risco das doenças, há também os riscos de acidentes envolvendo esses animais. Esses acidentes podem ir de mordidas até outros maiores, como provocar uma colisão de automóveis. Afinal, o lar desses animais, sejam eles cachorros ou gatos, em raros casos até cavalos, é a rua. Sendo assim, eles desfrutam do espaço como tal.

O que poucos descobriram até hoje é que esses animais são apenas carentes. Sim, eles necessitam de carinho, de afago, de uma mão amiga. Apesar da desconfiança até o primeiro contato, muitas vezes causada pelos maus tratos por conta da condição desses animais, eles são cheios de amor e carinho para dar a quem é merecedor. Todo mundo que tem ou já teve um animal de estimação já provou desse amor, que deve ser um dos mais puros já conhecidos.

Como diz a canção infantil, “se essa rua fosse minha, eu mandava ladrilhar, com pedrinhas de brilhante para o meu amor passar”. E se esse ensinamento de criança fosse levado a sério? Muitos dos animais que hoje vivem nas ruas, já tiveram um lar e alguém que lhes deu algum tipo de carinho. Entretanto, por ‘n’ motivos, acabaram tendo esse triste fim. Às vezes o quadro até piora, pois muitos desses animais encontram no seu caminho pessoas ainda mais maldosas que seus antigos tutores. Pessoas que os maltratam, muitas vezes até a morte.

Ah se cada um apadrinhasse um desses bichinhos de rua. Não precisa levá-lo para casa, muitas pessoas não têm condições para isso. O ponto abordado aqui é deixar que eles vivam em paz e proporcionar o maior conforto possível para suas vidas de andarilho. Entretanto, enquanto essa utopia fica apenas no pensamento, os órgãos públicos podiam pensar um pouco mais nas questões de saúde pública que não envolvem apenas o ser humano. Um controle de zoonoses dentro de cada município já seria um passo positivo nessa caminhada.

Por Alessandra Villani

Folha Regional

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